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A inclusão social na internet é fato, veio para ficar e transformar o jeito das pessoas e das marcas se relacionarem. Já são mais de 48,3 milhões de usuários da classe C no Brasil, superando a população digital de países como México e Itália, até mesmo o total de habitantes do Canadá. São pessoas que estão buscando, assistindo conteúdo, comentando e compartilhando informações nos mais variados formatos, canais e dispositivos.

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Seria de esperar que, com tudo isso, novos fenômenos surgissem e com eles uma série de quebras de paradigmas que chacoalhassem os conceitos e os preconceitos. O que de fato ocorreu. Hoje, a classe C é o segmento mais poderoso da internet brasileira, ocupando a maioria absoluta dos acessos à rede.

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Para se ter uma ideia, em menos de uma década, enquanto a população brasileira cresceu 10%, a classe média emergente brasileira cresceu 204%, ultrapassando em mais da metade o número absoluto de pessoas das classes AB.

Tamanha mudança pode ser vista como desafios e oportunidades para as marcas. Afinal, os novos donos da internet movimentam 495 bilhões de reais em renda própria por ano. O valor é maior que o consumo das famílias da Suíça ou de Portugal. Uma cifra como essa é grande o suficiente para tornar qualquer grupo influente, não apenas sobre a ótica do mercado, mas também pelas lentes da cultura e do comportamento.

Livre de preconceitos, a internet abre portas para uma nova relação de isonomia entre classes sociais. Onde as influências se misturam de modo orgânico e dão origem a novas expressões. Batizado de fenômeno “unclassed”, essa mistura “hi-low” dita o tom das novas experiências no universo digital.

Um exemplo curioso dessa mistura é o sucesso contagiante dos MCs. Se existe alguém que ainda não ouviu falar do MC Guimê, uma das estrelas dofunk ostentação, das periferias paulistanas, certamente não ficará imune por muito tempo. O baixista do grupo americano Red Hot Chilli Peppers, Flea, conhece e até tocou um trecho da música “Plaquê de 100” do funkeiro em um vídeo postado no ano passado. No mesmo ano, Guimê se torna sensação nacional com a música “País do Futebol”, que passa a ser tema da novelaGeração Brasil, da TV Globo, e vira uma espécie de hino em ano de Copa do Mundo. O vídeo, com participações do rapper Emicida e do jogador Neymar, já alcançou mais de 48 milhões de visualizações no YouTube.

Algumas marcas estão se jogando de cabeça nessa mistura unclassed. É o caso de Veja, da Reckitt Benckiser, que, para comemorar seus 45 anos de marca, produziu um clipe exclusivo para o YouTube com a funkeira Valesca Popozuda. O resultado é um hit com mais de 7 milhões de visualizações até o momento.

Assista o vídeo aqui

 

A classe C mobile

Ninguém mais, ou pelo menos quase ninguém, compra um smartphone hoje em dia apenas para fazer chamadas telefônicas. Desde que esses pequenos aparelhos foram dotados de inteligência, tornaram-se verdadeiros objetos de desejo, arriscando dizer “quase adoração”. Para muitos, é praticamente um item de necessidade básica, sem o qual não se vive bem, nem se está completo. A estimativa é que até 2020 cerca de 80% da população adulta do planeta tenha um smartphone, segundo reportagem de fevereiro deste ano da revista The Economist. Com a classe C não poderia ser diferente.

O avanço tecnológico dos smartphones, aliado à elevação da renda e o acesso ao crédito mais fácil, tornou esse desejo possível e, em pouco tempo, quase metade dos internautas (47%) possuem smartphones, número que cresce a cada dia. Essa explosão tecnológica ao alcance das mãos valorizou ainda mais a mobilidade. Os planos de telefonia móvel se adaptaram ao bolso dos planos pré-pagos. Em pouco tempo, a classe C também passou a ver a vida pela pequena tela dos seus companheiros de bolso com mais frequência.

O resultado disso é que o desktop deixou de ser o dispositivo que oferecia a primeira experiência com a internet. Esse papel foi passado aos smartphonesque, de modo geral, são mais baratos que os computadores de mesa outablets. A tendência é que isso seja mais comum, principalmente entre os jovens, que ganharam ou compraram o celular antes mesmo do computador.

O que contribuiu para que o acesso à internet se tornasse uma rotina diária para a maioria foi, exatamente, a facilidade de manusear e de levar esses dispositivos para todos os lugares.

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Para as marcas, portanto, ingressar em conteúdos presentes em plataformas e formatos responsivos passa a ser determinante para atingir um público, cuja disposição é se tornar ainda mais mobile. Outro desafio é atrair a atenção desse pessoal que se divide em telas. Um estudo recente realizado pela Global Web Index apelidou o país de “a nação de second-screeners”, ao afirmar que 86% dos brasileiros usam o smartphone enquanto assistem TV.

Para entender mais sobre engajamento via mobile, leia nosso artigo “Apps: o desafio além do download.

O comportamento digital da classe C

Quem anda de ônibus, trem ou metrô certamente já viu essa cena. Pessoas sentadas, ou em pé, de cabeça baixa teclando, ouvindo música, jogando, assistindo a um capítulo da novela ou à partida de futebol e, claro, conversando nos seus smartphones. Seja em casa ou na rua, eles estão sempre conectados. Já são 46% de heavy users da classe C.

Mas isso não os faz experts em tecnologia. Uma das conclusões do estudo é que o baixo repertório da vida fora da internet, leia-se baixa escolaridade, tem um impacto direto no comportamento on-line. Isso implica na construção de conteúdos e mensagens audiovisuais com maior uso em português do que inglês.

Podemos dividir as atividades dos novos donos da internet em três pilares fundamentais:

• Comunicação – Como se expressam?

Chega de passividade, a Classe C chegou no digital para participar. Shares, comentários e trocas de mensagens instantâneas estão no topo das atividades desse público, com 85%. Na opinião de especialistas, diferentemente do papel que a TV desempenhava na informação e na formação de opinião, a internet é a vitrine pela qual as pessoas se mostram e expressam seus gostos e opiniões.

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• Informação – Como se informam?

81% dos que se identificam como usuários da classe C buscam informação em diferentes plataformas. A internet tem ajudado na ampliação de repertório dos novos donos da internet.
O mobile é a tela protagonista nessa busca incessante por novos conhecimentos.

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• Entretenimento – Como se divertem?

A internet também é entretenimento, disputando a atenção do usuário e das marcas com a televisão, o cinema e outras formas de diversão. Os formatos em vídeo são os preferidos da classe C conectada e os canais de humor são responsáveis pelos maiores hits.

O maior representante dessa nova grade de entretenimento on demand é o canal Porta dos Fundos, que está prestes a atingir a meta de 10 milhões de assinantes em seu canal.

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Mais do que entender que a Classe C se tornou protagonista no universo digital, as marcas precisam estar atentas aos novos comportamentos e hábitos destes consumidores.

A capacidade da internet de aproximar indivíduos, assuntos e grupos sociais que, fora dela, dificilmente se encontrariam, está provocando uma ruptura na maneira como pensamos os perfis digitais. A questão vai além da discussão prática de canais e se estende para o desafio de comunicar com relevância e aderência para os novos donos da internet.

 

Fonte: Texto extraído do Site Think Insights Google

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